Boa tarde caríssimos leitores, bloggers e Tugas em geral,
hoje pretendo inaugurar uma nova temática do meu blog, "as tribos tugas". E o que são as tribos tugas, questionam vochelências... e perguntam muito bem, uma vez que demonstra interesse e vontade de aprender. bom, as tribos tugas são aqueles grupos que se formam no seio (não na mama) da nossa sociedade, ou seja, da sociedade tuga. Estes grupos, que acabam por ser reconhecidos um pouco por todo o mundo, têm uma característica comum a todas elas, que é a de ser constituída única e exclusivamente - ora isso mesmo -, por tugas.
E haverá melhor forma de começar do que com os "trivices"?
Ora mas quem são estes senhores? Estes senhores, realmente, são do sexo masculino. Não têm propriamente uma profissão definida, mas, geralmente dedicam-se à nobre (lol) profissão de taxista. Envergam vestimentas ditas normais nos dias úteis, e um fato de treino de cor forte, durante o fim de semana, o que, juntamente com o bigode farfalhudo e o cabelo "lambidinho", completa o visual requintado e cuidado.
Pois bem, creio que já todos adivinharam quem são os trivices. Estas personagens, tão tradicionalmente tugas (ou assim o afirmam eles), caracterizam-se, em termos de personalidade, como sendo muito persistentes e lutadores... pelo menos até próximo de atingir o seu objectivo, altura essa em que desistem para dar o lugar a alguém que, digo eu, considerem mais capaz.
Claro que já todos sabemos quem são, são um grupo relativamente unido (tem dias) que trata os seus membros carinhosamente pelo nome "benfiquistas". E assim, uma vez por ano, estas personagens "vão a todas" e tornam-se heróis por uns momentos... até cederem o lugar da vitória e somarem títulos de vice... qualquer coisa! Portanto, como quase ganharam 3 vezes, são três vezes vice... qualquer coisa - Tri-vices!
Um bem haja a todas as tribos do país...
quarta-feira, 29 de maio de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
O ACORDO ORTOGRÁFICO
Bom dia Caríssimos amigos, bloggers, leitores e outros interessados,
Hoje venho-vos falar do maior atropelo à cultura do meu país registado até ao dia de hoje.
Nascemos numa época conturbada, com uma invasão de grande parte da Península Ibérica por povos muçulmanos. O nosso primeiro Rei teve que lutar contra a própria mãe para conquistar a independência de um país que é, hoje, um dos mais antigos da Europa. Lutamos durante imensos anos para conquistar o território que hoje conhecemos como nosso, aumentamos quotas marítimas, crescemos e crescemos em tamanho e influência, enriquecemos, empobrecemos, fomos dominados por Reis espanhóis e reconquistamos a nossa independência, mas nunca perdemos a nossa identidade. Passamos por períodos de 2 Guerras Mundiais, lutamos guerras coloniais, libertamos colónias e inspiramos revoltas. Descobrimos o Brasil, o caminho marítimo para a Índia e fomos os primeiros a navegar longas distâncias sem receio e com espírito de aventura sem limites...
Inventamos o fado, amamos o teatro, escrevemos poesias e prosas... temos alguns dos maiores poetas de sempre, obras sem igual, quer em magnitude, quer em importância.... e sempre, orgulháVAMO-NOS nós de dizer, na língua de Camões.
Mas eis que apareceram uns iluminados, com cabecinhas pensadoras inspiradas e conduzidas pelo reluzente brilho dos euros (€) que chegaram à conclusão que a nossa língua tinha que evoluir... e então ficamos (estranho?) menos portugueses. Alguém neste país me explica o porquê de termos alterado a nossa língua, com justificações dúbias e muito pouco claras, devido à assinatura de meia dúzia de primatas que nunca pediram opinião aos quase 25 milhões de pessoas que falam português em todo o mundo. A menos que a explicação seja a mais óbvia, a de haver necessidade de aumentar as vendas de livros, e por isso, assim, termos que imprimir milhões de novas cópias de clássicos, ou menos clássicos, na nova língua portuguesa... a que já nem de perto nem de longe pode, na minha opinião, ser apelidada de língua de Camões. Sim, porque a nossa língua (de Portugal, país que, imaginem só, A INVENTOU) altera 1,6% em Portugal e PALOP's e apenas 0,5% no Brasil. Peço desculpa a todas as pessoas que possa eventualmente ofender com esta frase, mas a língua de Camões é, neste momento, muito mais a língua da Tieta.
Pensem nisto, mas não percam o sono, por favor.
E como sempre, "Façam o favor de ser felizes" (Raúl Solnado)
segunda-feira, 13 de maio de 2013
URINICES
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| http://www.openimagebank.com/pt1/vaso-sanitario-de-um-banheiro-wc-com-agua-e-papel-higienico-gratuito-imagem-foto.php |
Boa tarde caríssimos amigos, leitores e bloggers,
Hoje, venho-vos falar de uma situação que, sinceramente, me faz saltar a tampa (ou o tampo - da sanita). Antes de mais, e porque também tenho leitoras mulheres, vou passar a fazer uma pequena apresentação de como está estruturada uma casa de banho pública para o sexo masculino. Tal como a casa de banho das mulheres, também a casa de banho dos homens tem uma secção com lavatório e espelhos, apesar de, de uma maneira geral, apenas é utilizado pelos homens para lavarem as mão após realizar as manobras de descarga atribuídas a esta divisão em especial. Mas desenganem-se aquelas senhoras que acham que os homens usam esta secção exclusivamente para isto, porque o "Pintas" com o pente no bolso ainda existe.
Temos também uma outra secção, esta exclusiva das casas de banho dos homens, denominada por urinóis. Esta secção, bem conhecida dos elementos do sexo masculino, é exclusiva para os homens urinarem, uma vez que urinam de pé, e por isso existem essas peças, que estão a uma distância confortável do chão, a modos que à altura certa para que o "Zézinho" aponte directamente para o objectivo.
Mas agora sim, vamos falar da secção que nos interessa mesmo para este post. Uma secção comum aos WCs femininos, as cabines com sanita individuais e com porta. Estas secções, e agora esta explicação é para os senhores, têm uma sanita que serve, imaginem só, para defecar. E APENAS PARA ISTO. E aqui é que entra a minha crítica. Este post serve para aqueles "florzinhas" (sem nenhuma alusão aos homossexuais, que são, geralmente, pessoas bastante higiénicas) que não podem mijar ao lado dos outros homens nos urinóis. E é graças a estes parolos que nós, homens "normais", se desejarmos fazer um "number two" não o podemos fazer porque estes cócózinhos (sem alusão ao óbvio) não podem mostrar a pilinha aos outros senhores.
E tenho dito....
Bom, como de costume, "Façam o favor de ser felizes".
sexta-feira, 3 de maio de 2013
A cabana das pizzas e a contribuição solidária "voluntária"
Saudações caríssimos amigos, bloggers, e todos os demais interessados,
Hoje trago uma outra perspectiva sobre um assunto sobre o qual não tinham ainda pensado com certeza mas sobre o qual espero lançar alguma "luz". Há pouco tempo atrás (alguns meses curtinhos) andava p'raí uma casa de restauração (uma cabanita de pizzas) com uma fantástica campanha de solidariedade social. Consistia de uma contribuição "forçada" para uma instituição de médicos a nível mundial. Forçada porquê? Porque apenas após pagarmos, e referido no final do talão, percebíamos que tínhamos contribuído com uns cêntimos (0,50€, se não me engano) para a tal instituição. Numa primeira fase, e apesar de não me importar de ajudar, fiquei chateado, porque ninguém me perguntou se eu estaria de acordo com aquela contribuição, até porque eu poderia nem estar de acordo com ser para aquela instituição em detrimento de outra, ou podia mesmo não querer ajudar e preferir o desconto no preço que paguei, ou seja, o preço subtraído do valor do donativo.
Mas nem é esta a parte estranha, até porque, e provavelmente assim será, neste preciso momento, uma quantidade enorme de pessoas já me estão a crucificar só por ter tocado neste assunto, mas a realidade é que no final do talão dizia também que esta contribuição NÃO ERA válida para usar para benefícios fiscais. Ora muito bem, como alguns dos leitores serão católicos, assumirão provavelmente apenas que devemos ajudar sem esperar nenhum agradecimento ou reconhecimento por fazê-lo, mas eu vou tentar dar-lhes uma nova perspectiva acerca desta questão aparentemente tão simples. Se repararem bem, esta cabana tem uma dona, uma SGPS de renome, com um "dono" (leia-se accionista maioritário) conhecido por ataques de diarreia cerebral fortíssimas, com cólicas de ideias como o apoio à redução do salário mínimo nacional (sim, o português, que já por si só é uma migalha), e uma das maiores do país. se juntarmos dois e dois, chegamos à conclusão, que, caso queiram (o que não quer dizer que seja o que realmente fazem, mas eu estou inclinado para que sim), poderão eles mesmos usar esse valor como uma contribuição voluntária feita por eles, ou seja, nós pagamos, e a empresa solarenga aqui da península ibérica (mais palavras para quê?) tem benefícios fiscais e uma imagem de quem ajuda os mais carenciados (com o nosso dinheiro. Fantástico, Mike!).
Pois, se calhar ainda não tinham pensado nisto...
Mas vejam lá, não percam o sono, por favor!!!!
Mais uma vez, como diria o saudoso Raúl Solnado,
Façam o favor de ser felizes.
Um bem haja para todos vocês
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Emigrações
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| Fonte: http://www.clker.com |
Bom dia caríssimos amigos, bloggers e outros seguidores, Hoje venho-vos falar de um tema que muito me tem tirado o sono, até porque tenho ouvido imensas e contraditórias opiniões acerca dele, o tema da emigração. Já ouvi como sugestão do nosso PM, que o fizéssemos, nós, jovens criativos, cheios de ideias e ideais, de vontade de trabalhar, preparados para um mundo de trabalho muito mais agressivo e menos recompensador que os nossos pais. Pois bem, as opiniões das pessoas que ouviram isto, dividem-se, entre aqueles que insistem que é a melhor opção, aqueles que insistem que é a única opção... e finalmente temos aqueles que, como eu, SABEM que há alternativa.
Já ouvi respostas como "não tenhas medo, o estrangeiro não morde" ou "os meus tios/primos/pais/irmãos/etc. também foram lá para fora e ganham muito bem, e estão felizes", entre outras...
Mas no fundo, o que é que significa viver no estrangeiro? Em muitos casos, é pura e simplesmente sujeitar-se ao que não nos sujeitaríamos em Portugal, e amealhar como se não houvesse amanhã, viver em condições inferiores às que viveríamos aqui, e viver na esperança de um dia voltar a viver no nosso país sem termos que nos preocupar muito com dinheiro.
Pois bem, mas eu tenho apenas uma resposta para essas pessoas: "EU GOSTO DEMAIS DO MEU PAÍS. Eu trabalhei por ele, nasci nele, fui educado segundo os princípios dele, por pessoas que nasceram, viveram, trabalharam, e foram educados por ele. Este país é meu, e não daqueles senhores engravatados que se sentam todos os dias na Assembleia da República em amenas cavaqueiras, pequenas discussões e leves conflitos. Eu vivo num país que nasceu de um Senhor (e este sim, com maiúscula) que desafiou nobres, combateu a própria mãe, e guerreou com Mouros invasores para construir uma Pátria orgulhosa de o ser."
A todos aqueles que me tentam aconselhar a abandonar o meu país deixo o seguinte recado: "Não posso sequer sonhar em colocar de lado essa hipótese, nem digo que não o farei, se a isso me vir obrigado, mas recuso-me a fazê-lo porque meia dúzia de frustrados e insatisfeitos com a vida, que nunca "vergaram a mola", e desconhecem o significado de política e governação de um país, mas mesmo assim chegaram ao poder, não têm visão e iniciativa para apostar no que têm de melhor no seu próprio país, as pessoas."
ORGULHOSAMENTE PORTUGUÊS, despeço-me com um grande abraço para todos aqueles que não se lembram apenas do seu país de 2 em 2 anos em épocas de mundiais e europeus de futebol.
E já agora, como pretendo fazer meu costume, e citando mais uma vez o saudoso Raúl Solnado,
Façam o favor de ser felizes
terça-feira, 30 de abril de 2013
Missão Risinhos Esmiuçada
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| Missão Risinhos revoluciona a forma de ajudar os outros (accionistas) |
Bom dia caríssimos amigos, bloggers, leitores e demais interessados,
é com enorme revolta dentro do meu ser e uma constante luta com a minha consciência que vos escrevo uma crítica relacionada com as famosas missões risinhos (nome fictício), que de norte a sul correm o país a "ajudar" quem precisa. Certamente já todos nós, à entrada de um hipermercado de nome bem conhecido fomos abordados para levar um saco de plástico no qual colocaríamos as compras que achássemos convenientes para ajudar que precisa, e aqui sim, a palavra ajudar não leva aspas.
Todos nós, na nossa inocência, ou por vezes até um pouco levados pelo impulso de ajudar, acabamos por pegar nas saquinhas e efectuar uma compra, mesmo que simbólica, de qualquer coisa para ajudar os mais carenciados.
O meu desafio é muito simples: Parem e analisem comigo esta espectacular iniciativa de solidariedade levada a cabo por essa mesma cadeia de hipermercados. Pois bem, partamos todos do princípio que somos donos de uma dessas superfícies comerciais e que aderimos a uma iniciativa destas, para começar. Despesas iniciais desta iniciativa, zero euros. Coloquemos alguma publicidade na televisão acerca desta campanha, temos despesas, sim, que eu nem pretendo calcular, mas se pensarmos como um verdadeiro economista, temos uma despesa em publicidade que, caso não tivéssemos tido a ideia de apoiar esta iniciativa, teríamos que ter na mesma, mas como publicidade "normal". Assim, despesas até aqui, zero euros (uma vez que apenas substituímos um tipo de publicidade por outro). O espaço ocupado pelas recolhas é, geralmente, um espaço que nem sequer é usado, à entrada dos hipermercados, ou outro local similar (sim, porque o Tio Miro e sua comandita não deixam nunca o lucro possível por mãos alheias (uma coisa é ajudar a ajudar, outra completamente diferente é ajudar mesmo - e a SGPS deste grupo económico não é a Santa Cas,a da Misericórdia - sem nenhum tipo de intenção de ofender a Santa Casa).
O próximo passo será da parte do cliente, uma vez que este é que leva a saquinha e vais às compras solidárias. e aqui sim, é que entra a verdadeira generosidade do grupo. Os clientes, convictos que a iniciativa é a mais indicada, partem para a demanda das suas compras e, pelo caminho, recolhem alguns sacos de arroz, pacotes de bolachas, conservas, etc, para ajudar instituições de solidariedade social, como a da "senhora dos bifes" (não sei se se recordam de alguém que nos mandou comer outra coisa, porque não podíamos comer sempre bifes).
O truque está aqui. Se íamos comprar 100€ de compras, não as deixamos de comprar por causa destas acções, apenas somamos ao que já pretendíamos levar, o restante. Assim, o lucro das nossas compras está garantido. Mas reparem que, o que oferecemos foi comprado ali, naquele preciso local, naquela mesma superfície comercial que decidiu "ajudar" esta instituição. Assim, e vamos a um cenário irrealista onde o lucro de cada pacote de arroz apenas dá um cêntimo (sim, apenas 0,01€) de lucro ao hipermercado, e que cada cliente apenas leva um quilograma (ou um pacote). Por cada campanha recolhem-se milhares de toneladas, mas para este caso específico assumimos um dado aproximado da realidade. Uma das campanhas realizadas no último ano, foram recolhidas mais de 2900 toneladas de alimentos, perfazendo assim, um total de 2.900.000 quilogramas, se não me falha a memória do que aprendi na disciplina de matemática. Se cada pacote pesa um quilo e em cada tivéssemos um lucro de 0,01€ (pfff, pois claro que é só isto) por pacote, conseguimos juntar um total de 2.900.000 cêntimos, ou seja, um total de 29.000€.
Resultado final, uma campanha de sucesso, da qual muito nos podemos orgulhar, que nos custou absolutamente nada, e para a qual nem sequer contribuímos de forma significativa, mas que nos lucrou 29.000€ sem grande esforço. Parece-lhe pouco? Talvez, mas imagine o que é que uma instituição de solidariedade social conseguiria com este valor... isto é que seria solidariedade!!!
Conselho: não deixe nunca de dar, porque estas instituições realmente ajudam as pessoas, mas seja sensato, compre onde é MESMO mais barato, ou dê do que tem, e dirija-se directamente à sede ou filiais da referida instituição, sem intermediários.
Mas há mais...
Vá acompanhando e não perca o sono a pensar nisto.
E como diria o nosso saudoso Raúl Solnado,
Façam o favor de ser felizes!!!
Um bem haja
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