Bom dia Caríssimos amigos, bloggers, leitores e outros interessados,
Hoje venho-vos falar do maior atropelo à cultura do meu país registado até ao dia de hoje.
Nascemos numa época conturbada, com uma invasão de grande parte da Península Ibérica por povos muçulmanos. O nosso primeiro Rei teve que lutar contra a própria mãe para conquistar a independência de um país que é, hoje, um dos mais antigos da Europa. Lutamos durante imensos anos para conquistar o território que hoje conhecemos como nosso, aumentamos quotas marítimas, crescemos e crescemos em tamanho e influência, enriquecemos, empobrecemos, fomos dominados por Reis espanhóis e reconquistamos a nossa independência, mas nunca perdemos a nossa identidade. Passamos por períodos de 2 Guerras Mundiais, lutamos guerras coloniais, libertamos colónias e inspiramos revoltas. Descobrimos o Brasil, o caminho marítimo para a Índia e fomos os primeiros a navegar longas distâncias sem receio e com espírito de aventura sem limites...
Inventamos o fado, amamos o teatro, escrevemos poesias e prosas... temos alguns dos maiores poetas de sempre, obras sem igual, quer em magnitude, quer em importância.... e sempre, orgulháVAMO-NOS nós de dizer, na língua de Camões.
Mas eis que apareceram uns iluminados, com cabecinhas pensadoras inspiradas e conduzidas pelo reluzente brilho dos euros (€) que chegaram à conclusão que a nossa língua tinha que evoluir... e então ficamos (estranho?) menos portugueses. Alguém neste país me explica o porquê de termos alterado a nossa língua, com justificações dúbias e muito pouco claras, devido à assinatura de meia dúzia de primatas que nunca pediram opinião aos quase 25 milhões de pessoas que falam português em todo o mundo. A menos que a explicação seja a mais óbvia, a de haver necessidade de aumentar as vendas de livros, e por isso, assim, termos que imprimir milhões de novas cópias de clássicos, ou menos clássicos, na nova língua portuguesa... a que já nem de perto nem de longe pode, na minha opinião, ser apelidada de língua de Camões. Sim, porque a nossa língua (de Portugal, país que, imaginem só, A INVENTOU) altera 1,6% em Portugal e PALOP's e apenas 0,5% no Brasil. Peço desculpa a todas as pessoas que possa eventualmente ofender com esta frase, mas a língua de Camões é, neste momento, muito mais a língua da Tieta.
Pensem nisto, mas não percam o sono, por favor.
E como sempre, "Façam o favor de ser felizes" (Raúl Solnado)
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