Saudações caríssimos amigos, bloggers, e todos os demais interessados,
Hoje trago uma outra perspectiva sobre um assunto sobre o qual não tinham ainda pensado com certeza mas sobre o qual espero lançar alguma "luz". Há pouco tempo atrás (alguns meses curtinhos) andava p'raí uma casa de restauração (uma cabanita de pizzas) com uma fantástica campanha de solidariedade social. Consistia de uma contribuição "forçada" para uma instituição de médicos a nível mundial. Forçada porquê? Porque apenas após pagarmos, e referido no final do talão, percebíamos que tínhamos contribuído com uns cêntimos (0,50€, se não me engano) para a tal instituição. Numa primeira fase, e apesar de não me importar de ajudar, fiquei chateado, porque ninguém me perguntou se eu estaria de acordo com aquela contribuição, até porque eu poderia nem estar de acordo com ser para aquela instituição em detrimento de outra, ou podia mesmo não querer ajudar e preferir o desconto no preço que paguei, ou seja, o preço subtraído do valor do donativo.
Mas nem é esta a parte estranha, até porque, e provavelmente assim será, neste preciso momento, uma quantidade enorme de pessoas já me estão a crucificar só por ter tocado neste assunto, mas a realidade é que no final do talão dizia também que esta contribuição NÃO ERA válida para usar para benefícios fiscais. Ora muito bem, como alguns dos leitores serão católicos, assumirão provavelmente apenas que devemos ajudar sem esperar nenhum agradecimento ou reconhecimento por fazê-lo, mas eu vou tentar dar-lhes uma nova perspectiva acerca desta questão aparentemente tão simples. Se repararem bem, esta cabana tem uma dona, uma SGPS de renome, com um "dono" (leia-se accionista maioritário) conhecido por ataques de diarreia cerebral fortíssimas, com cólicas de ideias como o apoio à redução do salário mínimo nacional (sim, o português, que já por si só é uma migalha), e uma das maiores do país. se juntarmos dois e dois, chegamos à conclusão, que, caso queiram (o que não quer dizer que seja o que realmente fazem, mas eu estou inclinado para que sim), poderão eles mesmos usar esse valor como uma contribuição voluntária feita por eles, ou seja, nós pagamos, e a empresa solarenga aqui da península ibérica (mais palavras para quê?) tem benefícios fiscais e uma imagem de quem ajuda os mais carenciados (com o nosso dinheiro. Fantástico, Mike!).
Pois, se calhar ainda não tinham pensado nisto...
Mas vejam lá, não percam o sono, por favor!!!!
Mais uma vez, como diria o saudoso Raúl Solnado,
Façam o favor de ser felizes.
Um bem haja para todos vocês
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